Primeiro Tempo
A torcida que esgotou a carga de ingressos tomou dois sustos com dois minutos de jogo. O Rio Branco abriu 2 a 0, com gols de Flávio de falta, e de Evandro, após erro na saída de bola do time. Mesmo com o enorme choque inicial, os americanos, dentro e fora de campo, não desistiram. Enquanto a torcida mandava apoio das arquibancadas e entoava orgulhosa o hino do clube, os jogadores se desdobravam para reverter a situação.
Depois dos gols sofridos, foi um verdadeiro massacre rubro. Aos 14 minutos, Hugo sofreu falta na entrada da área, e Da Costa cobrou com perfeição, no canto esquerdo de Valter. Com requintes de crueldade, a bola bateu na trave e entrou lentamente. O lado esquerdo do ataque americano funcionava muito bem, com alternâncias entre Da Costa e Hugo, e dez minutos depois, o lateral-esquerdo cobrou escanteio para cabeçada de Rafael Dias; a bola sobrou para Bruno Reis, que por pouco não fez o gol.
Segundo Tempo
O primeiro tempo continuou de um time só, com Wellington levando perigo nas jogadas aéreas e Alex Dias abrindo espaços na defesa com toques de primeira. Mas somente no segundo tempo, depois de mais duas grandes oportunidades, é que veio o justo empate. Aos 26 minutos, Da Costa cobrou falta rapidamente para Bruno Reis, na direita, cruzar com perfeição para Wellington, artilheiro, comprovar a boa fase e cabecear para o fundo do gol, marcando seu quarto gol em três jogos.
O Rio Branco tentava gastar o tempo, demorando na reposição da bola, enquanto o Mecão seguia pressionando.Gabriel Vieira lançou Nélio e Felipe que povoaram o meio-de-campo e o ataque, causando preocupação e mais espaço dos adversários, que tiveram o zagueiro Breda expulso depois de caçar Hugo, em grande tarde, em campo.
Sem ter marcado ainda na competição, coube a Hugo o status de heroi do jogo. Depois de correr o jogo inteiro, aos 45 minutos, quando o empate parecia certo, Da Costa tirou cruzamento perfeito da esquerda e o atacante subiu mais do que a zaga e o goleiro para marcar, de cabeça, o gol da vitória americana. Nas arquibancadas, a torcida puxava: "Time de guerreiros", e comemorava a liderança da chave e a manutenção da invencibilidade no Giulite Coutinho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário